A Casa Guaianaz, oito anos depois
Retorno a um projeto do Terra e Tuma Arquitetos que passou por uma ampla reforma e atualização de interiores.
Estou um pouco atrasado nas atualizações da newsletter — confesso que é mais fácil fazer um photodump no Instagram do que parar para escrever um texto corrido. Ainda assim, este projeto merecia o registro por escrito: não é sempre que revisito uma mesma obra anos depois para documentar como ela se transforma para receber novos moradores.
Eu fotografei a Casa Guaianaz pela primeira vez em 2018 e retorno agora após o imóvel passar por uma extensa reforma. Em sua configuração original, concebida pelo Terra e Tuma Arquitetos (@terraetuma), o projeto articulava um programa residencial compacto e uma raia de natação em 154 m², marcado pela fachada frontal em elementos vazados — que garante privacidade e luz filtrada — e pelos ambientes principais voltados para a orientação nordeste.
Para conduzir esta nova fase, as novas moradoras, colecionadoras de arte e entusiastas dos esportes, chamaram de volta o próprio Terra e Tuma ao lado do Triz Arquitetura (@triz.arq), que assina o projeto de interiores, com gerenciamento de obra do House Studio (@housestudio.arq).
A intervenção alterou pontualmente as áreas molhadas, ampliou o pátio central e acrescentou um novo pavilhão dedicado aos treinos diários, integrado ao jardim existente. Outra estratégia importante foi trazer mais vegetação para a garagem e o pátio, abrindo outras possibilidades de uso para as áreas externas.
Nos espaços internos e abertos, o mobiliário dos setores social e íntimo reorganiza os ambientes de estar e convívio. Agora, o concreto da estrutura original passa a conviver com novas cores, móveis, e acervos pessoais de quem habita a casa agora. Além disso, o novo registro é testemunha da forma com que meus próprios processos de fotografia mudaram neste período.
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In English
Guaianaz House, eight years later
I am a bit behind on updating the newsletter—I confess it is easier to post a quick photodump on Instagram than to stop and write a proper text. Still, this project deserved to be put into words: it isn’t often that I revisit the same building years later to document how it transforms to welcome new residents.
I photographed Casa Guaianaz for the first time in 2018, and I return now after the property underwent an extensive renovation. In its original configuration, conceived by Terra e Tuma Arquitetos (@terraetuma), the project articulated a compact residential program and a lap pool within 154 sqm, defined by a perforated front facade—ensuring both privacy and filtered daylight—and main living spaces oriented toward the northeast. To guide this new phase, the new residents, art collectors and sports enthusiasts, brought back Terra e Tuma alongside Triz Arquitetura (@triz.arq), who designed the interiors, with construction management by House Studio (@housestudio.arq).
The intervention made targeted changes to the wet areas, expanded the central courtyard, and added a new pavilion dedicated to daily workouts, integrated into the existing garden. Another important strategy was bringing more greenery into the garage and courtyard, opening up new ways to use the outdoor areas.
Across both indoor and outdoor spaces, new furniture in the social and intimate sectors reorganizes the living and gathering areas. In this new photo essay, the original concrete structure comes to coexist with the new colors, furniture, and personal collections of those who inhabit the house today.Moreover, it stands as a witness to how my own photographic processes have evolved over this time.





















