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ASA Ateliê na Vila Madalena, de 23 Sul Arquitetura

Um ateliê de artes em São Paulo com espaços expositivos, multiusos e de socialização para receber artistas.

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Este ensaio inédito de 2024 apresenta o ateliê projetado pelo escritório de arquitetura 23 Sul, na Vila Madalena. Concebido para um casal de artistas plásticos e desenhado para acolher colaboradores, curadores e pesquisadores, o projeto do ASA Ateliê Sandra Albano divide-se em dois volumes articulados por um pátio com jardim. A distribuição dos espaços privilegia as dinâmicas de trabalho e encontro: o pavimento térreo integra fluidamente as áreas de convivência e apoio, enquanto o andar superior — conectado por uma extensa passarela metálica — reserva-se à pesquisa e produção artística, isolando as práticas de pintura e escultura em volumes distintos.

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Descrição do projeto, fornecido por 23 Sul Arquitetura:

O casal de artista plásticos decide erguer este ateliê para abrigar seus diferentes espaços produtivos e, ao mesmo tempo, funcionar como área de socialização.

Neste lote de 7x 28m foi proposto um arranjo estrutural que mistura concreto, aço e blocos estruturais para erguer dois volumes separados, vedados por blocos de concreto e grandes painéis de caixilharia, articulados ao redor de um pátio com jardim.

O programa parte da necessidade de delimitação de dois ambientes de produção artística: o primeiro destinado à pintura, no qual luz e amplidão são importantes; o segundo, voltado à manipulação de imagens e peças escultóricas, impõe um controle de luz e infraestrutura para erguer e manipular objetos.

Posicionados no andar superior de volumes distintos, dispostos de forma que haja isolamento e recolhimento, ao mesmo que tempo em que é possível diluir este distanciamento com conexões visuais. O percurso que entrelaça os volumes conduz à varanda, por meio de uma extensa passarela e metálica que conecta diretamente as salas dos dois artistas.

No andar inferior, são privilegiadas as continuidades. Entre sala de encontro (cozinha e refeitório), pátio-jardim e salas de apoio (oficina e produção gráfica), as atividades se espalham e se entrelaçam, reflexo do modo de funcionar do ateliê, onde artistas, jardineiros, colaboradores, cozinheiros, montadores, colecionadores e curadores, são convidados à mesa de reunião e refeição.

O mobiliário proposto é feito de materiais simples, elementais, para criar uma unidade entre os ambientes. Nas mesas de trabalho foram reutilizadas as vigas de peroba-rosa que serviam de estrutura do telhado da casa pré-existente que foi demolida. Nas mesas de refeição/reunião, as mesmas vigas repousam sobre uma estrutura metálica leve, que contrasta com o peso das madeiras, num desenho original e engenhoso.

Como desdobramento do ethos deste ateliê, as diversas atividades cotidianas se entrelaçam e, de forma similar, artistas, jardineiros, colaboradores, cozinheiros, arquitetos, montadores, colecionadores e curadores, que trabalham juntos, sentam-se à mesa todos os dias para partilhar suas experiências em almoços coletivos.

In English

Artist's Atelier in Vila Madalena, São Paulo, by 23 Sul Arquitetura.

This unpublished 2024 essay presents the studio designed by the architecture firm 23 Sul, in Vila Madalena. Conceived for a couple of visual artists and designed to welcome collaborators, curators, and researchers, the project is divided into two volumes articulated around a courtyard garden. The spatial layout prioritizes the dynamics of work and gathering: the ground floor fluidly integrates the social and support areas, while the upper floor—connected by an extensive metal walkway—is reserved for research and artistic production, isolating the painting and sculpture practices in distinct volumes.

Project description, by 23 Sul Arquitetura:

The couple of visual artists decided to build this studio to house their different productive spaces and, at the same time, function as a socialization area.

On this 7x28m lot, a structural arrangement mixing concrete, steel, and structural blocks was proposed to erect two separate volumes, enclosed by concrete blocks and large glazed panels, articulated around a courtyard garden.

The program stems from the need to delimit two artistic production environments: the first dedicated to painting, where light and spaciousness are important; the second, geared toward the manipulation of images and sculptural pieces, demands light control and infrastructure to lift and handle objects.

Positioned on the upper floor of distinct volumes, they are arranged to provide isolation and seclusion, while at the same time, it is possible to bridge this distance through visual connections. The path intertwining the volumes leads to the balcony via an extensive metal walkway that directly connects the two artists’ rooms.

On the lower floor, continuities are prioritized. Between the gathering room (kitchen and dining area), the courtyard garden, and the support rooms (workshop and graphic production), activities spread out and intertwine. This reflects the studio’s way of functioning, where artists, gardeners, collaborators, cooks, installers, collectors, and curators are invited to the meeting and dining table.

The proposed furniture is made of simple, elemental materials to create unity across the environments. For the work desks, the peroba-rosa wood beams that served as the roof structure of the pre-existing demolished house were reused. On the dining/meeting tables, these same beams rest on a lightweight metal structure that contrasts with the heavy wood in an original and ingenious design.

As an extension of this studio’s ethos, the various daily activities intertwine and, similarly, the artists, gardeners, collaborators, cooks, architects, installers, collectors, and curators who work together sit at the table every day to share their experiences during collective lunches.