Casa Kûara de Maçonilio Arquitetura + Estúdio Cedo
Em São Paulo, uma casa desenhada ao redor de um átrio e de um jardim luminoso.
Meu trabalho ganha significado ao acompanhar, ao longo dos anos, a trajetória dos arquitetos com quem colaboro. Costumo dizer que o objetivo principal de um ensaio fotográfico é integrar-se ao acervo profissional do escritório, registrando a obra em um momento específico da sua trajetória. As publicações e divulgações surgem como consequência natural desse processo, e não como finalidade.
A primeira vez que trabalhei com Rodrigo Maçonilio e André di Gregório foi em 2014, quando formavam o Estúdio BRA. Fotografei a Casa Sorocaba e alguns anos depois, a Casa Cauman. Agora retomo a parceria com a Casa Kûara, assinada pelo seus respectivos gabinetes de arquitetura: Maçonilio Arquitetura e Estúdio Cedo.
Percebo que a década que separa os projetos trouxe um afinamento de linguagem tanto para a arquitetura quanto para a fotografia. Lá atrás, buscava uma imagem vistosa, carregada de cor e marcada pela correção geométrica absoluta. Esses princípios foram se transformando ao longo do tempo, à medida que eu observava, nos projetos, sutilezas que demandavam outra abordagem. Hoje, essa ideia de fotografia como ato e método me atrai mais do que aquela que a reduz à imposição e ao cerceamento de um determinado estilo.
Casa Kûara em São Paulo, Brasil. 2025.
ARQUITETURA Maçonilio Arquitetura + Estúdio Cedo
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In English
Kûara House by Maçonilio Arquitetura + Estúdio Cedo
My work finds its meaning in following, over the years, the evolving journey of the architects I collaborate with. I often say that the main purpose of a photographic essay is to become part of the office’s professional archive, recording the work at a specific moment in its trajectory. Publications arise as a natural consequence of this process, not as an end in themselves.
The first time I worked with Rodrigo Maçonilio and André di Gregório was in 2014, when they formed Estúdio BRA. I photographed Casa Sorocaba and, a few years later, Casa Cauman. Now, I resume the partnership with Casa Kûara, which they sign under their respective architecture practices: Maçonilio Arquitetura and Estúdio Cedo.
I realize that the decade separating these projects has brought a refinement of language, both in architecture and in photography. Back then, I sought striking images, rich in color and defined by absolute geometric correction. Over time, these principles evolved as I began to notice subtleties in the projects that called for a different approach. Today, the idea of photography as act and method appeals to me far more than one that reduces it to the imposition and confinement of a particular style.



















