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Casa na Fazenda Bocaina, de Arquipélago Arquitetos & Mariana Caires

Uma casa suspensa nas nuvens.

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Aqui vai um projeto de perder o fôlego. Literalmente. Foram três dias de diálogos fotográficos entre arquitetura, paisagem e atmosfera. Viver uma estrutura que pousa tão delicadamente sobre a escarpa montanhosa, sob o efeito de luzes e tempestades intensas.

Quando tento definir que tipo de fotografia eu tenho trabalhado, a resposta é da exaustão das possibilidades. Isto não quer dizer fotografar indiscriminadamente, absolutamente tudo, mas sim exaurir todo o potencial dentro dos limites dados. É diferente da fotografia como construção da imagem, de elementos postos e tirados, em que há um plano e objetivo bem definidos que uma vez alcançados, extinguem-se.

Eu fico como um gavião dando voltas e voltas e voltas na presa, iterando repetitivamente sobre aquilo que estou vendo. Eu quero ser surpreendido pelo que não foi pensado, não foi projetado, e que está fora do controle. Incorporar estes ruídos às imagens, como forma de enraizá-las num certo mundo real. E ao fim, terminar a sessão fotográfica sabendo que fiz tudo que era possível.

Casa na Fazenda Bocaina, Areias, Brasil. 2025.

ARQUITETURA ARCHITECTURE
Mariana Caires
Arquipélago Arquitetos

ESTRUTURA WOODEN STRUCTURE
ITA Engenharia em Madeira

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In English

House in Bocaina Farm, Areias, Brazil.

Here comes a breathtaking project. Literally. It was three days of photographic dialogues between architecture, landscape, and atmosphere. To experience a structure that rests so delicately on the mountainside cliff, under the influence of intense light and storms.

When I try to define what kind of photography I’ve been working on, the answer lies in the exhaustion of possibilities. This doesn’t mean photographing indiscriminately, absolutely everything, but rather exhausting all the potential within the given limits. It’s different from photography as image construction, with elements added and removed, where there’s a clearly defined plan and goal that, once achieved, comes to an end.

I’m like a hawk circling and circling and circling its prey, iterating repeatedly over what I’m seeing. I want to be surprised by what wasn’t planned, wasn’t designed, and is beyond control. To incorporate these “noises” into the images as a way to root them in a certain real world. And in the end, to finish the photo session knowing I did everything that was possible.