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Paisagens Perdidas para Lina Bo Bardi, exposição de Ana Maria Tavares

Na Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, uma exposição explora a relação entre arquitetura e natureza.

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Fui convidado pela artista Ana Maria Tavares para documentar a exposição Paisagens Perdidas para Lina Bo Bardi, cujas obras dialogam com a pesquisa arquitetônica de Lina e com o próprio espaço da Casa de Vidro. A mostra vai até sábado e é uma ótima oportunidade para conhecer ou revisitar a Casa.

Foram dedicados dois dias a esse processo: o primeiro de reconhecimento do local e, em seguida, um dia inteiro voltado às fotografias. Aguardei que Ana Maria posicionasse todas as obras, maquetes, vídeos em tela e projeções, além de organizar os objetos do acervo da casa e as cortinas que modulam a sala, a luz e a paisagem.

As fotografias buscaram capturar os reflexos, sombras e invasões de cor dos materiais da casa e da paisagem que a envolve e como, em contrapartida, as obras desenham e marcam essa arquitetura. É uma abordagem muito diferente daquela de documentar uma obra de arte em uma galeria ou cubo branco, como objeto isolado. Essa “confusão”, em que as obras perdem a clareza de leitura, transforma o caminhar do visitante — e a posição da câmera fotográfica — em um instrumento de descoberta.

ARTISTA Ana Maria Tavares
CURADORIA Ana Carolina Ralston
PARCERIA INSTITUCIONAL Instituto Bardi

Visitação até 13 de setembro, mediante agendamento.
Casa de Vidro: Rua General Almério de Moura, 200, Morumbi — São Paulo/SP

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In English

I was invited by the artist Ana Maria Tavares to document the exhibition Lost Landscapes for Lina Bo Bardi, whose works engage in dialogue with Lina’s architectural research and with the very space of the Glass House. The exhibition runs until Saturday and is a great opportunity to discover or revisit the House.

Two days were dedicated to this process: the first for familiarization with the site and, afterwards, a full day devoted to photography. I waited for Ana Maria to arrange all the works, models, videos on screens and projections, as well as to organize the objects from the house’s collection and the curtains that modulate the room, the light, and the landscape.

The photographs sought to capture the reflections, shadows, and intrusions of color from the house’s materials and the surrounding landscape, and how, in return, the works shape and mark this architecture. It is a very different approach from documenting a work of art in a gallery or white cube, as an isolated object. This “confusion,” in which the works lose their clarity of reading, turns the visitor’s viewpoint — and the position of the photographic camera — into an instrument of discovery.