Boulevard São Judas, by Tempo Arquitetos
Professionally, architecture at its urban scale and social dimension is one of the subjects I’m most interested in photographing. Not only because of the relevance and urgency of these interventions for Brazilian cities, but also for their photographic possibilities. These are usually spaces over which I have little or no control, where the image emerges through intuition, luck, and patience. I often draw an analogy with fishing: before casting the line and the hook, it’s essential to know which bend of the river (or spot in the ocean) to position yourself in. And wait. And wait.
That’s how this photo essay unfolded over the course of several days. Conversations with Luiz Sakata and Augusto Longarine, from Tempo Arquitetos, guided me through the most important aspects of the intervention: creating a direct connection between the São Judas Sanctuary and the Meninos de São Judas Institute; designing the new topographies across three terraces; and establishing the new greenery and urban furniture. These elements become inscribed into the city’s everyday life: in the devotees moving between institutions, parents and students on their way to school, workers heading to the subway station, and residents finding there a refuge within the metropolis.
Text provided by the architects:
The new Boulevard São Judas Tadeu, built along a 106.5-meter linear stretch of Alameda dos Guaiós in São Paulo, Brazil, arises from a collective interest in revitalizing the strategic public spaces between the São Judas Sanctuary and the Meninos de São Judas Institute—important institutions that attract visitors to the city’s southern zone.
Historically, this section of the Alameda had functioned as the “rear façade” of the adjacent religious institutions, serving mainly logistical purposes and being used as a parking area. Therefore, the main goal of the area’s redevelopment was to create a direct connection between the São Judas Tadeu Sanctuary and the São José Chapel through the establishment of pedestrian transition and gathering spaces featuring universal accessibility, new greenery, and urban furniture.
The design of the new boulevard is based on reshaping the original topography of Alameda dos Guaiós to create three programmatic terraces—upper, intermediate, and lower—planned to include bleachers, spaces for street fairs and markets, an esplanade for outdoor masses, rain gardens to restore the local microclimate, and a connection to the existing service gallery—shop, café, and restrooms—which links Avenida Jabaquara to the new boulevard.





















Em português
Profissionalmente, a arquitetura em sua escala urbana e dimensão social é um dos assuntos que tenho mais interesse em fotografar. Não somente pela relevância e urgência dessas intervenções para as cidades brasileiras, mas também pelas possibilidades fotográficas. Costumam ser espaços de pouco ou nenhum controle da minha parte, em que a imagem acontece a partir da intuição, da sorte e da paciência. Sempre faço a analogia com a pescaria: antes de lançar a linha e o anzol, é preciso saber em que curva do rio (ou ponto no oceano) se posicionar. E aguardar. E aguardar.
Assim transcorreu este ensaio ao longo de alguns dias. As conversas com Luiz Sakata e Augusto Longarine, do Tempo Arquitetos, me orientaram quanto aos aspectos mais importantes da intervenção: a criação de uma conexão direta entre o Santuário São Judas e o Instituto Meninos de São Judas; o desenho das novas topografias em três platôs; e a qualificação paisagística e do mobiliário urbano. Esses assuntos passam a ser inscritos na vida cotidiana da cidade: nos devotos que circulam entre as instituições, pais e alunos indo para a escola, trabalhadores acessando a estação de metrô e moradores buscando ali um refúgio na metrópole.
Um conjunto de fotografias analógicas:
Texto fornecido pelos arquitetos:
O novo Boulevard São Judas Tadeu, implantado em trecho linear de 106,5 metros da Alameda dos Guaiós, em São Paulo, Brasil, nasce do interesse coletivo de requalificação dos espaços públicos estratégicos entre o Santuário São Judas e o Instituto Meninos de São Judas – relevantes equipamentos de atração de público da zona sul da capital. Historicamente, tal trecho da Alameda constituiu-se como fachada de fundos das instituições religiosas lindeiras, com funcionalidade restritamente logística e uso intensivo como estacionamento. Portanto, pretendeu-se, como foco de requalificação desta área, a conexão do Santuário São Judas Tadeu à Capela São José, através da criação de espaços de transição e permanência de pedestres, dotados de acessibilidade universal, novos canteiros vegetados e mobiliário urbano. O desenho do novo Boulevard parte da manipulação da topografia original da Alameda dos Guaiós para a criação de três platôs programáticos – superior, intermediário e inferior – com previsão de arquibancadas, espaços para feiras, esplanada para missas campais, jardins de chuva para recomposição do microclima local, e a conexão com a galeria existente de serviços -loja, café, sanitários – que conecta a Avenida Jabaquara ao novo Boulevard.
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