Japú House in Petrópolis, Brazil, by AIA Estúdio & João Carrascosa
I met Alice Tepedino back in our student days—she was an exchange student from UFRJ (Federal University of Rio de Janeiro) in Barcelona, and I was one step away from becoming a (non)-architect. Seventeen years later, we reconnected for this project: the first house built “from scratch” by AIA Estúdio, her practice. Here, she collaborated with João Carrascosa—screenwriter, director, and builder—whom I had the pleasure of meeting and who welcomed me into his home in the mountains of Petrópolis, near Rio de Janeiro. The setting is one of overwhelming nature, surrounded by forest, water, and granite walls.
The project is characterized by a clear separation between the social and private areas, a distinction reflected in the choice of materials. The social sector, spacious and fluid, uses a reclaimed wood structure, a pitched roof, and large glass frames to open up completely to the exterior. In contrast, the private sector focuses on privacy and comfort, employing a denser, monolithic construction system of concrete and masonry. This private volume also features a flat landscaped roof that acts as a viewpoint, offering a new space for lingering and contemplation. Between them, a courtyard was created to mediate the relationship with the landscape, and which houses a striking boulder.
The shoot spanned three days, from the first light to the last. In one of the photos, the first ray of sun can be seen piercing through from behind the mountains, just about to flood the courtyard and the living room. Shortly after, still in the morning, the light enters the bedrooms. From the opposite hill, one can see the wooden social volume standing next to towering rock formations, while the bedrooms remain hidden by the dense vegetation. At another moment, the diffuse light of a clear sky after sunset is sought. The complete absence of light pollution brings an evening of crisp stars, allowing the house to transform into a lantern in the landscape.


































Em português
Conheci Alice Tepedino nos tempos de estudante — ela como intercambista da UFRJ em Barcelona, e eu, a um passo de me tornar um (não)-arquiteto. Dezessete anos depois, nos reencontramos para este projeto: a primeira casa erguida “do zero” pelo AIA Estúdio, seu escritório. Aqui, ela colaborou com João Carrascosa — roteirista, diretor e construtor —, que tive o prazer de conhecer e que me recebeu em sua casa nas montanhas de Petrópolis. O cenário é de uma natureza avassaladora, cercado por mato, água e granito.
O projeto é marcado pela clara separação entre as áreas social e íntima, distinção que se reflete na escolha dos materiais. O setor social, amplo e fluido, utiliza estrutura de madeira de demolição, telhado de duas águas e grandes esquadrias de vidro para se abrir totalmente ao exterior. Em contrapartida, o setor íntimo foca na privacidade e no conforto, utilizando um sistema construtivo mais denso e monolítico em concreto e alvenaria. Este volume privado conta ainda com uma cobertura plana ajardinada que funciona como um mirante, oferecendo um novo espaço de permanência e contemplação. Entre eles, criou-se um pátio que media relações com a paisagem e abriga uma marcante pedra.
O ensaio correu por três dias. Em uma das fotos, o primeiro raio de sol é visto rasgando por trás das montanhas, prestes a inundar o pátio e o volume social. Logo depois, ainda pela manhã, a luz adentra os dormitórios, trazendo o verde para dentro. Do morro oposto, vê-se o volume social inserido no paredão de granito — os o volume íntimo segue resguardado pela mata. Em outro momento, busca-se a luz difusa de um céu claro com o sol posto. A ausência completa de poluição luminosa traz um anoitecer de astros nítidos, o que permite transformar a casa em lanterna na paisagem.
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