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Botânico building in Balneário Camboriú, by Terra e Tuma Arquitetos

“I went to Balneário Camboriú to photograph a building.” This sentence, repeated a few times in recent weeks, often needed to be quickly amended with: “But it’s not quite what you’re thinking…”

Balneário Camboriú is a coastal city in southern Brazil, in the state of Santa Catarina. Despite its modest size, it is famous nationwide for its luxury real estate market and for having one of the tallest and densest skylines in Latin America. Nicknamed “the Brazilian Dubai,” it has become synonymous with ultra-high-rise living and a dramatic beachfront walled in by towers.

It was in this context that I spent three days documenting the Botânico building, developed by Neuhaus and designed by the architectural firm Terra and Tuma. With twenty apartments arranged in a six-story tower, the Botânico stands in deliberate contrast to the surrounding landscape of seaside skyscrapers compressed against the horizon.

It is located on an important thoroughfare for daily commuting, in a neighborhood with local shops and services. The ground floor houses four retail units, slightly set back from the street by a landscaped terrace. Pedestrian access is through a discreet glass-lined lobby. The base volume accommodates the garage, a swimming pool, and shared leisure areas. Above this base, four floors each contain five apartments. The units measure about 65 square meters — a size that can be considered comfortably habitable. This building typology reflects the rules and restrictions imposed by Balneário Camboriú’s zoning plan for this street.

The photographs sought to capture this reality of contrasts and generosity. Many shots look onto the street, showcasing the city’s vitality — children heading to school, cyclists and workers passing by, even a very curious neighbor. Drone work was carried out by photographer João Pedro Varela, while I handled flight coordination, editing, and post-production. These images are essential to understanding both scale and urban context.

In a city full of towers named after “Pininfarina,” “Senna,” and “Neymar,” this is without doubt one of the most interesting buildings. Not only for the region itself, but also as a reference for other Brazilian cities in defining the right balance for contemporary urban occupation, both residential and urbanistic. Curiously, it embodies the very archetype envisioned by São Paulo’s 2014 master plan — one that unfortunately failed to materialize and ended up devolving into an endless spread of micro-studio buildings.

Em português

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Edifício Botânico 990 em Balneário Camboriú, Santa Catarina, Brasil.

INCORPORAÇÃO Neuhaus
ARQUITETURA Terra e Tuma Arquitetos
PAISAGISMO Gabriella Ornaghi e Bianca Vasoni 
FOTOGRAFIAS DE DRONE João Pedro Varela

“Fui para Balneário Camboriú fotografar um prédio.” Esta frase, dita algumas vezes nas últimas semanas, precisava ser rapidamente emendada com: “Mas não é bem o que você está pensando…”. Passei três dias na Dubai brasileira documentando o edifício Botânico 990, da incorporadora Neuhaus, com projeto do escritório Terra e Tuma Arquitetos. Com vinte apartamentos dispostos em uma torre de seis andares, o Botânico contrapõe-se à paisagem da beira-mar emparedada no horizonte.

Localiza-se em uma via importante para deslocamentos rotineiros, em um bairro com comércio e serviços locais. O térreo recebeu quatro lojas, levemente afastadas da rua por um terraço ajardinado. O acesso de pedestres se dá por um discreto hall envidraçado. O volume do embasamento é ocupado pela garagem, pela piscina e por áreas de convivência. Acima dele, são quatro andares com cinco apartamentos cada. As unidades têm cerca de 65 m², medida do que é confortavelmente habitável. Essa tipologia resulta das regras e limites impostos pelo plano diretor de Balneário Camboriú para a rua.

As fotografias buscaram mostrar essa realidade de contrastes e generosidades. Há diversas vistas da rua, com a vitalidade da cidade à mostra — crianças indo para a escola, ciclistas e trabalhadores circulando, as vezes um vizinho muito curioso. O drone ficou a cargo do fotógrafo João Pedro Varela, e eu realizei a orientação geral de voo, a edição e o tratamento das imagens. Essas fotografias são importantes para compreender a escala e a situação urbana.

Numa terra de prédios “Pininfarina”, “Senna” e “Neymar”, este é, sem dúvida, um dos edifícios mais interessantes. Não apenas para a região, mas também para informar outras cidades do país sobre quais são as justas medidas da ocupação urbana contemporânea, em termos habitacionais e urbanísticos. Curiosamente, este é o arquétipo do edifício almejado pelo plano diretor de São Paulo de 2014, mas que ficou longe de se materializar e acabou se desvirtuando numa infinitude de poleiros de microestúdios.

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