Landscape design of the LGM House, by Rodrigo Oliveira Paisagismo
About greens in their many appearances — a photographic essay on landscape architecture.
The past five years have transformed the way I understand green — green as a color, green as vegetation, and green as a landscape element in architecture. These changes become clear when I compare my recent work to images from the first decade of my career. This change emerged from extensive and repetitive studies in the forest during the pandemic years, which brought a new way of seeing and reproducing greens. The changes in process occurred not only in post-production, but also at the moment of capture. I noticed a shift in how I frame volumes of vegetation and how I position architecture within a broader landscape.
Today, I take great pleasure in working with landscape architects to document their projects, and this is reflected in specific commissions focused on landscape design.
This house was designed by the firm Luciano Dalla Marta Arquitetura, and the photographic commission was directed by Rodrigo Oliveira Paisagismo. Located in a residential community in the countryside of São Paulo, the house and its garden were bathed in intense sunlight throughout the day. You can observe different tones in the same plant depending on the light: when directly lit, green tends to lean slightly toward yellow; in the shade, it reflects the blue tones of the sky with a subtler glow. That’s why I find it essential to dedicate at least an entire day to photographing — patiently and attentively observing these conditions.



















Em português
Os últimos cinco anos transformaram a forma como eu entendo o verde — o verde como cor, o verde como vegetação e o verde como componente paisagístico na arquitetura. Essas mudanças ficam nítidas quando comparo minha produção recente com imagens da primeira década de carreira. Elas vieram na esteira de ensaios extensos e repetitivos na mata, realizados durante os anos pandêmicos, que trouxeram uma nova forma de olhar e reproduzir os verdes. E as mudanças de processo ocorreram não somente no tratamento das imagens, mas também no momento fotográfico. Percebi uma transformação na maneira como enquadro volumes de vegetação e como posiciono a arquitetura em uma paisagem mais ampla.
Hoje, tenho enorme prazer em trabalhar com arquitetos paisagistas na documentação de seus projetos, e isso se reflete em comissões específicas, voltadas ao registro do paisagismo.
Esta casa foi projetada pelo escritório Luciano Dalla Marta Arquitetura, e a comissão fotográfica ficou a cargo de Rodrigo Oliveira Paisagismo. Situada em um condomínio no interior de São Paulo, a casa e os canteiros foram percorridos pelo sol intenso ao longo do dia. Percebe-se, em uma mesma planta, tons diferentes conforme a luz: se a incidência é direta, o verde tende levemente ao amarelo; sob sombra, reflete os tons azuis do céu, com um brilho menos intenso. Por isso considero fundamental dedicar ao menos um dia inteiro às fotografias, de forma paciente e atenta a essas condições.
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