A new start
As my neighbor, the owner of the Lebanese restaurant Tenda do Nilo in São Paulo, says: "Bem-vindos, Habibes." (Welcome, dear friends, in a mix of Portuguese and Arabic) I love quoting her. What a privilege to speak with you here. Thank you for coming.
The reasons for this change in scenery have already been explained in the text that brought you here. Far from predicting an apocalinsta, I seek appropriateness and relevance in how I showcase my work. I carry a certain unease about deliberately distancing myself from genuinely good and talented people, unfortunately crammed into an unsuitable virtual space. By coming here, I’ve reduced my audience by two orders of magnitude: from forty-something thousand followers to just over four hundred subscribers. That’s fine.
Some incredible people became Supporters even before the first paragraph! More people will come, and I want to have the discipline to migrate my activities (and my time, and my time-off) here. For me, Instagram is a door that's slowly shutting.
In the last weeks of 2024, I bought an analog camera (the first since 2010, when I sold my Hasselblad): a 1960s Pentax 6x7, accompanied by a set of impeccable lenses. My openly declared goal was that for every relevant digital photo shoot, there would be a reduced set of film photographs—a B-side take, a portrait, a different perspective…
If my first steps as a photographer were with analog cameras, today everything feels like relearning: I bought every photographic film available on the Brazilian market to test, established contacts with new lab technicians, started piecing together equipment to develop film at home, and began dreaming of a darkroom for printing. Some of these discoveries will be shared here. I enjoy talking about photography.
Getting to the point, I bring back this set of photos, previously published but deserving of some accompanying text. The analog photo essay of the New Annex of MASP is underway and will take a few months to complete. The canonical photographs—architecture shots, drone views, images for newspapers and magazines—have already been taken by other photographers. I wanted to do something else.
The first photographic outing was on a Sunday when Avenida Paulista is closed to vehicles. In 2019, I participated in the exhibition "Zugang für Alle: São Paulos soziale Infrastrukturen" (Access for All: São Paulo's Social Infrastructure), documenting the dynamics of this moment in the city. I knew there would be a photo opportunity there, and I took the chance to continue my analog tests.
From these first images (photos 1, 2 and 3 above), I proposed a non-commissioned photo essay, neither by Metro Arquitetos nor the Museum, though I have their support to come and go as I please and take whatever photos I want. It’s completely open-ended.
The following week, while riding a bus along the avenue, I saw another photographic possibility. Since I didn’t have a camera with me, I returned a few days later with a plan to capture it. I metered the scene on the street (adjusting for the inevitable darkening caused by the bus window), pre-focused the shot, grabbed my transit card, hopped on the first bus, took the photo, disembarked, and returned to the previous bus stop to repeat the process. I boarded five times, abandoning some attempts due to obstructions. These are two attempts that went (very) wrong (photos 3 and 4 above).
Photo 5 was the chosen photograph, taken just past the turnstile. There’s a life to the city’s weekday rhythm, a happy coincidence of reds, a mysterious figure in the shadow, and a blur caused by a sticker on the glass.
My friend Anna Juni, an architect at the firm vão, noted the resemblance to Cedric Price’s perspective drawings. Curiously, the same red appears as a negative space there.
I’ll return to this photo essay later. Until then, new photo essays, completed and unpublished, will be shared here.
Pentax 67 SMC 45mm f/4; Pentax 67 SMC 55mm f/4; Pentax 6x7 75mm f/4.5; Pentax 67 SMC 90mm f/2.8; Pentax 67 SMC 200mm f/4. Ufa!
Exceto o Ilford XP2 Super… odeio Ilford XP2 Super.
Se até 2019 havia certa ordem naquele furdúncio, hoje o programa Paulista Aberta parece estar largado ao caos. Bandas, apresentações e grupos disputam espaços exíguos em meio à cacofonia. Sinto que o poder público está esperando “dar uma merda” para encerrar o programa de vez.







Em português
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Como diz minha vizinha, dona do restaurante Tenda do Nilo em São Paulo: “Bem-vindos, Habibes”. Eu adoro citá-la. Que privilégio falar com vocês por aqui. Obrigado, mesmo. Este é o primeiro e-mail, um teste bem elaborado, espero que tudo funcione!
Os motivos da mudança de plataforma já foram explicados no texto que os trouxeram para cá. Longe de prever o Apocalinsta, busco adequação e pertinência na forma de mostrar meu trabalho. Carrego certa angústia de deliberadamente me afastar de pessoas genuinamente boas e talentosas, infelizmente amontoadas num espaço virtual inadequado. Vindo para cá, reduzi meu público em duas ordens de grandeza: de quarenta mil e tantos seguidores, para quatrocentos e poucos assinantes. Tudo bem! Além disso, e para minha surpresa, algumas pessoas incríveis tornaram-se Apoiadores antes mesmo do primeiro parágrafo!
Mais pessoas virão, e quero ter a disciplina para migrar as atividades (e meu tempo, e meu ócio) para cá. Para mim, o Instagram é uma porta que está se fechando lentamente.
Resquícios de 2024, desenhando 2025…
Nas últimas semanas de 2024 eu comprei uma câmera analógica (a primeira desde 2010, quando passei adiante a minha Hasselblad): agora uma Pentax 6x7 da década de 1960, acompanhada de um conjunto de lentes impecáveis1. Meu objetivo, abertamente declarado, é que, para todo ensaio fotográfico relevante feito em digital, haverá um conjunto reduzido de fotografias em filme. Uma leitura B, um retrato, uma vista diferente…
Se meus primeiros passos como fotógrafo foram com analógicas, hoje tudo é reaprendizado: comprei todos os filmes fotográficos disponíveis no mercado brasileiro para testar2, estabeleci contatos com os novos laboratoristas, estou juntando as peças para revelar filmes em casa e sonhando com um laboratório de ampliação. Parte destas descobertas serão relatadas aqui.
Eu gosto de falar sobre fotografia
Entrando no assunto, trago de volta este conjunto que não é inédito, mas que merece um pouco de prosa. O ensaio fotográfico do Novo Anexo do MASP, em analógico, está em andamento e levará alguns meses para ser concluído. As fotografias canônicas, de arquitetura, de drone, para jornais e revistas já foram feitas por outros fotógrafos. Eu queria fazer outra coisa.
A primeira saída fotográfica foi num domingo, quando a Avenida Paulista fecha para veículos. Em 2019 eu participei da exposição "Zugang für Alle: São Paulos soziale Infrastrukturen" (Acesso para Todos: Infraestrutura Social em São Paulo) documentando as dinâmicas daquele momento na cidade3. Sabia que haveria alguma foto ali, e aproveitei para continuar meus testes analógicos.
Na semana seguinte, andando de ônibus pela avenida, vi outra possibilidade de fotografia. Como estava sem câmera, retornei alguns dias depois com o plano de realizá-la. Fotometrei a cena na rua (e corrigi para o inevitável escurecimento causado pelo vidro do veículo), pré-foquei a cena, saquei o Bilhete Único, tomei o primeiro ônibus, bati a foto, desembarquei e retornei ao ponto de ônibus anterior para repetir todo o processo. Foram cinco embarques, sendo que em alguns desistia pois havia alguma obstrução. Abaixo, duas tentativas que deram (muito) errado.
A seguir a fotografia escolhida, feita logo após girar a catraca. Ela mostra a vida num dia útil na cidade, a feliz coincidência de vermelhos, uma figura misteriosa na sombra, um borrão provocado por um adesivo no vidro.
Ao ver essa foto, a minha amiga Anna Juni, arquiteta do escritório vão, citou o desenho em perspectiva de Cedric Price. Curiosamente, ali o mesmo vermelho aparece como espaço negativo.
Voltarei com mais fotos do Anexo do MASP no futuro. Até lá, outros ensaios fotográficos, prontos e inéditos, serão publicados por aqui.